segunda-feira, 9 de maio de 2011

las miradas de tus ojos

Ando pensando muito no jazz.
E na música.
No sopro.
Porque quero encher a boca de coisas para que eu não possa falar.
Quero só o que vem do ventre.
Penso no trompete
e escuto o sax do Coltrane.


HÁ DIAS não consigo escrever e preciso escrever para essa escola que cada vez cada vez cada vez já não sei.

Não gosto de usar essa palavra, mas você sabe como quando tudo fica tão hipócrita e você não é mais capaz de se relacionar com as coisas.


ESCREVO PRA VOCÊ. Escrever é muito preciso. EU ESCORRO PRA VOCÊ. Escorro nos meus poemas. Não quero esquentar a mufa - eu não quero nada que tenha que fazer.

QUERO O PRAZER - O QUE NÃO SIGNIFICA QUE NÃO TENHA ESFORÇO OU DOR.

Falei isso para ele e te copio aqui:

"na verdade tudo o que eu sinto hoje se resume em "eu te amo fica comigo nao queria que você fosse embora tão cedo estou com medo vamos transar de novo dorme aqui me atende vamos casar ter um filho qualquer coisa estou com medo de explodir sinto que não vim fazer nada no mundo só o prazer tenho medo que o prazer seja raso porque sou funda então fica aqui cola aqui em mim quando você está aqui me sinto maior"


por isso quero tocar jazz
porque não tenho mais nada para escrever"


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Sem ser o jazz, tenho ouvido só canções em espanhol. Você tem acompanhado um pouco, yo lo sé. Porque me acompanha de longe e é meu jeito também de te acompanhar.
Olha esta:





Beijos meus, desta casa, que tem ficado tão vazia - untando e pinçando algo que parece ser eu,

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