Nao deixe que essa cidade te arrebente, tente arrebenta-la primeiro, nao sei se isso é possível, definitivamente.
O rio, esse rio nao tem tanta funcao, fiquei pensando se um rio tem que ter alguma funcao na vida das pessoas, esse rio nao é navegável, tao pouco se pode entrar, ele é cheio de banco de areia, a cor da agua parece lilás, tem tanto lilás por essas bandas.
Gosto do rio Bio-Bio, parece que foi feito para florear a paisagem, para dar esse clima de coisa corrente, no entanto, quase nao se percebe a sua fluidez, parece uma lagoa em sentido transversal.
Nao paro de escutar I want to talk about you
Entre atos, entre cerros, montanhas, estamos.
Nao me preocupo, so sinto saudade.
quero teu biscoito, todo esse coito escrito que insistimos em manter.
penso que estamos virando algo meio sei lá, mezzo a mezzo,
nunca me esqueco o quanto sou brasileira, estar aqui me faz estar mais ai
como si hubieran tropezado
Puxa, é verdade. Eu me sinto criando uma nova lingua que fica no limbo e com voce inventamos essa ilha que se chama hondonadas.
o orvalho come a minha janela, eu me perdi em polvora e muita poesia. Voce sabe disso, voce sabe tanta coisa de mim, essa quentura que sinto quando te leio, as lembrancas que me intensificam como mulher.
Por fora os movimentos dos ventos, quantos quilometros para andar desnuda?
A gente se perdeu entre dedos infectados por uma sangrante herida, inclinados sobre la carne
Será que comecei muito tarde?
Tenho uma poesia de trópicos esquecidos, agora entendi que me faltam perguntas e me sobram respostas
Te mando uma foto do pepino doce, acredito que voce pode mete-lo onde desejar...o gosto parece melao, a forma de um abacate pequeno.
é euro em toda uma gaveta.
te mandarei postais para voce, primeiro dos que tenho aqui, depois do Chile
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