quinta-feira, 12 de maio de 2011

caracol, caracol, saca tus cachos al sol!

Mi lucecilla!

Mis ojos nunca están ociosos
tenho medo de olhar tanto
adivinha o que escuto como louca?
nao preciso responder que todo um 127 ficou na minha pele

mi piel mas parece un pedazo de fuego


a tarefa de escrever te cansa? É,  a mim também cansa, porém necessidade é.
eu sei como tudo parece perder o sentido e o corpo nao aguenta porque é feito de matéria inominável.
padecemos desse mesmo mal, de um comichao que dá na gente, que faz a gente ficar assim, desse assim que so quem tem sabe o que é

O prazer sem dor nao o é por inteiro

quando voces estao
eu me sinto mais forte, mais funda, mais intensa.


I Want To Talk About You


eu nao suporto o silencio, ele me aniquila

Quando estávamos juntos jogamos por nós o doce jogo de sermos dois, algumas vezes


aconteceu de eu dormir nos seus ombros e você me fez correr antes de mim na noite
escura, e o silêncio súbito me encheu de medo.



Então eu chorei, como uma pequena criança, amuada no canto direito do quarto. 


Tudo


se encheu de uma água impura e fui placenta outra vez. O quarto virou líquido, a cama
boiava e tudo escorreu pelo buraco da fechadura.



Apavorada de me encontrar em frente a um espelho sem qualquer imagem, de sentir as
sombras de ser ausente



A angústia de ficar sozinho é como um julgamento mortal e não apenas o medo de
morrer; eu sempre me resignei a isso, mas desta vastidão à minha volta , como um
caminho esquecido.


Separado de mim , comprometido num reino de sonhos onde eu não tenho lugar, onde
não posso segui-lo. E mesmo se amanhã eu ficar sabendo dele seguido, não acreditarei
em nada disso e de qualquer forma eu só ficaria presa aos seus passos por uma eternidade



De toda justiça da noite, as vezes o sentimento em mim era tão forte que me lembrava
de olhos abertos por um longo tempo. E você me pergunta o que há de errado?


E não pude dizer a você, acreditando que era nevoeiro de maus sonhos que ainda
ofuscava meu olho e ainda debatia-se nas confusas memórias sombrias 


Ou então na consciência de que a narrativa não explica nada, 

Cairia sobre mim uma terrível dúvida sobre todas as coisas


E acima de tudo sobre nós, o que faz de nós para nos dizer

Para nós significa 


você e eu. 

Para nós, diferente deste plural nós, que existe apenas na
minha presença e continua quando os componentes diminuem , aumentam, variam um
destes "nós" que são extensões de mim


Esta realidade que você consegue, como eu, destruir melhor do que eu. Eu digo tudo
isso sem exemplo, sem ordem , de uma forma abstrata, porque dependendo do discurso
que sou, tento me virar em sua direção


Meu amor,


Sei que isso não passa de um truque dos encalhados. 
Eu digo a você. Eu partilho coisas
entre você e eu como se não fossem nada ,
 no entanto, eu duvido disso às vezes. 


É 


através disso, que eu lembro

Que ainda não perdi a razão.












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