Tenho certa paixão por filmes franceses em preto e branco.
Adoro Truffaut e agora peguei essa paixão pelo Garrel que não acaba.
Fui procurar para comprar o Les Amants Réguliers mas estava esgotado.
Repito e repito e repito o Jules et Jim. Já assisti muitas vezes esses dias.
Até decorar algumas falas.
Não gosto de Catherine. Acho-a infantil e irritante demais.
Gosto de Jules mas ele está tão imerso e atolado num jeito de ser e sentir
que me agonia. Amo Jim e me identifico de uma tal maneira que preciso
me esconder um pouco de mim mesma.
Mas agora só sobra este asco mortal pela Catherine.
Talvez porque tenho amado uma Catherine.
Uma Catherine de duas mulheres.
Não quero ficar amarga como a Susan Sontag ou frígida ou coisa assim,
mas a frouxidão no amor me reserva tão pouco --------
e nós vamos encurvando.
não gosto destas placentas que sobram do sexo e amor que me povoam.
tem qualquer frase do Bocage que diz "a frouxidão no amor é uma ofensa"
preciso achar outros filmes,
às vezes acontece de fora pra dentro.
o que há neste cine alternativo daí?
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