Você precisa escutar um piano, preciso, eu, escutar meu pai: dedilhando cordas tão cotidianas.
Sabes?
No puedo más olvidar, asi es, asi son las cositas que me hacen asi.
Todo es tan violento, hay que ser violenta para vivir.
Tomáte de mis manos, tomate em tuas mãos.
Vai pega esse avião e parte, porque aqui me dá já uma saudade.
Te extraño pequenita! Te extraño para todas las horas.
Creio que amar é sacrifício e a arte exige todo o nosso sacrifício.
Sacrifício também é esse de enlouquecer. Não pensa que não sei por onde vai...
Eu também tenho um medo horrível de voar, talvez sejam os pés que insistem tanto em ficar.
Também me utilizo de substâncias duvidosas, faço-me outra para pisar em solo volátil.
Encontrar a plenitude da loucura, forma aparente da minha própria vida,
enlouquecemos desmedidas por uma força que destrói.
Tenho uma estranha vontade de dissolver a vida social, quero perturbar-me.
Seria um desejo repetitivo de morte? O “la petite mort” que nomeiam os franceses?
Temos muita chance de sofrer, já que a paixão nos revela, nos toma o corpo e nos impele a buscar o outro sem medida!
Acredito que através da desordem e do absurdo possamos encontrar possibilidades.
Buen vuelo!
Aqui te espero...
Nenhum comentário:
Postar um comentário