segunda-feira, 11 de abril de 2011

Só a violência pode fazer tudo vir à tona


Surto, talvez seja um daqueles eróticos que são atribuídos a descontinuidade. Estamos num grande abismo, eu nasci e morri sozinha, coisa que não é ruim.  

Como Sade quero me associar à morte, sabe? Aquela morte que me faz ser a mais libertina das reacionárias que conheço.

Eu matei as minhas traças e já não posso correr, só posso enterrá-las num jardim chamado Luz.

Aprendi a vomitar, naquela noite, também a socorrer os meus. Tive crises de choro, comi duzentas mil lichias recheadas e enchi o cú de uma cristalina água. Nunca pensei que uma bolha chegasse a criar um mundo tão estanque.  Me apaixono por essa maldita forma de ser: erotizamos o corpo, o coração e o sagrado.

É preciso ser violento para amar.

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