Estou em alerta, meu corpo sofre palpitações descompassadas. O cheiro está aqui, lembro do cheiro de tomate, até fiquei incrustada com o cheiro da tua casa. Tenho medo de nunca mais colocar os pés lá, será que a chave que tenho na estante abrirá sempre a tua porta?
Entendi que a nossa casa é nesse tempo que vamos dilatando com as palavras. Realmente o tempo é quando, dizia o Moraes, é quando estamos. Eu te vejo em fluxos que jorram palavras. Eu também fico a buscar tuas cartas, mais uma dose, por favor.
Maníacas?
Estou naquele lugar que acabou o mundo, porque preciso fundar outros. Não é só uma passagem, é a ternura de morrer.
Eu seguraria os teus pés para você afundar de cabeça no mar, eu te seguraria pelo calcanhar para que os teus olhos fossem coloridos pelo “azul caixão”. Eu te banharia em uma areia cheia de pedras cruzes.
Se você tem medo, eu também sinto.
Não sei onde começa o meu ou termina o seu, é pura abstração.
Eu vasculhei meu quarto hoje, joguei tanta coisa fora, já não parece aquele que você visitou, lembro da tua presença aqui, aqui? Aqui... esse aqui está tão diferente, você não imagina, tudo ganhou ares de arreglados.
Ainda penso que sairei de férias, não que mudarei de vida.
O Marcus me disse que parto para ter a possibilidade de voltar, essa é a idéia!
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