terça-feira, 26 de abril de 2011

museus - e os museus que somos

Odeio quadros grandes porque tentam chamar atenção demais. Ontem vi Pollock, Matisse, Bacon, Miró... Adoro esculturas porque estão para os quadros como o teatro está para a literatura.... ALGO MEIO QUE TRANSPASSA. Mas gosto das coisas pequenas, Claudel e Giacometi (que por acaso é a nota de 100 do franco-suiço).... Ontem fui na TATE e é uma baderna, não dá pra misturar uma coisa na outra desse tamanho. tenho dificuldades de ir de um quadro pra outro com essa velocidade que os museus pedem... FIQUEI PARADA NO STUDY FOR PORTRAIT ON FOLDING BED do Bacon..... Museus são grandes demais. Como podemos ser tão frenéticos com coisas que nos atravessam tão profundamente? Tenho um coração virginiano. GOSTO DO PURO.

GOSTO DO SHOT DE WHISKY SEM GELO.

(e gosto com gelo e com cointreau e com coca-cola também, que posso fazer? mas é tão outra coisa que já não é mais a mesma, e um quadro já não é um quadro quando estã no museu com outros quadros, já é um conjunto, uma massa de outra coisa)

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