Acredito, pela sua carta, que a senhorita está vivendo uma hondonada do tamanho de um bonde. Talvez uma pergunta não possa ser respondida. Apesar de afirmarem que toda pergunta formulada possui correspondência em resposta, eu discordo veemente dessa assertiva.
Observe: Infelizmente convivemos, em nossa sociedade, com artesãos que desenvolvem obras literárias ou dramatúrgicas sem tomarem contato com a arte da escrita. Passam longe de estantes, sebos, traças, problemas oculares ou alergias. Andam a rascunhar sem conhecer o já criado.
Não custeie tanto a sua escrita, pois me parece, ilustre senhorita, que esse seu atropelamento entre o lá e o acolá é fruto do contato com a atmosfera da Hondonada. Não abra mão da escrita e não tente encontrar uma função para isso, porque de fato tudo pode ser motivo para a Hondonada andar pela página em branco.
Atentamente,
Dona Hondonadíssima da Silva.
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