segunda-feira, 14 de março de 2011

Desdúdeme!

É desdúdeme querida J.M. 
Necesito desdudarme de tantas sospechosas ideas.  
O al revés necesito dudarme mucho más?
Ni modo arrancarme de la gran burbuja que hicimos.


A S.D provocou a abertura do mundo das hondonadas, agora os nossos sonhos "olvidados" não são esquecidos numa ilha, como a Helena, do Livro dos Abraços, fazia. Nossos sonhos "olvidados" caminham lado a lado, semeados dentro de grandes burbujas regadas com vodka, suco de tomate e liquídos de cores berrantes.  

Os sonhos "olvidados" nadam com os olhos despertos no chão da sala, não possuem parâmetros espaciais e os sentidos são sempre culpados pelos transtornos motores, nunca os olvidados". 

"Qué hago con tus sueños?"  
Mételos  en tu burbuja y déjalos en una hermosa hondonada!

Tenemos que celebrar la pasión de decir, encontrar la casa de las palabras. De dentro de nuestros bolsillos podemos sacar pequenas hondonadas que pueden llenar el mundo con sus palabritas. Haciendo con que las personas leían las cosas a pedacitos, hora tras hora, luna tras luna, hasta encontrar la definición del humano.

Hoje vi trechos de um filme do diretor Alejandro Jodorowsky, A Montanha Sagrada, e tive a leve sensação de hondonada. Penso que poderíamos assistir esse filme, algo me diz que será de efeito pulsante.


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