segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A humanidade tem medo da poesia

O vinho me consola, todos os dias bebo e parece que vivo sonhando, ando com os pés na cabeca.




O etilico desperta o avesso do desespero, 

Esferas que se dissipam, a gente sabia que era a equação exata onde os raios tocam o mar e o ceu no mesmo momento, a equação exata que dissipa todas as dores do peito.

Gaviotas,
Invadem meu peito
Gaviotas,
Roubam meu ar
Minha retina se parte em silencios destenidos

Gaviotas,
Tonos de azules y lilas en el cielo,
El mar se detuvo para recibirnos,
Eramos dos a beira do mar,
Eramos cinco a beira do mar,
Logo um enxame de gaivotas adentrou o meu peito
Explodi num laranja intenso.




O tempo em gaivotas, elas saíram de Talca rumo a Dichato e assim admiramos o vai e vem, o fundo do céu pintado de incertezas.

Gaivotas em ponto de fuga,
Millares de gaivotas cruzando os poentes do mundo. 

Que as algas me levem, me afoguem nessa salina agua
Que o sal entre por todos os meus buracos

Recolho conchas
Toco os mortos siris para nao contar o vento.

Ainda nao entendo direito o que acontece,
talvez eu nunca entenda...

Nenhum comentário:

Postar um comentário