quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Confesso


Me faco de magnolia, 
dura muito, 
sao seis longos meses, 
      seis longos e frios meses. 

Mato grilos para passar o tempo, 
cada maníaco com a sua. 
A minha coxa direita lembra a da minha avó. 
Todo mundo tem uma parte que lembra outra, 
                                           faz muito tempo que cheguei, 
                                          dizem que pouco,        
                                          faz tempo, querem contar uma historia que nao conheco. 

Eu nao gosto de lavar a roupa para marido, 
sendo sincera é extremamente chato. 

Há quem diga que isso gera prazer, 

a Tita gosta, 
diz que se sente desejada, cortejada,
sonha que outras mulheres fazem amor com o seu homem, 
gosta que ele saia limpo e passadinho, bem passadinho.

Ela é minha madrinha
de casamento, 
nao sei muito bem porque elegi, 
talvez nao tivesse outra melhor. 
Gosta do Pinochet, eu nao entendo como alguém tao jovem gosta do Pinochet, 
esse cabro sempre foi um velho turrao. 
                                                         É minha madrinha, é…

DE CASAMENTO.

Ela me disse com todas as letras, 
sem esquecer nenhum acento, 
                                            que ela adora ver o seu homem bem arrumado, bem passadinho,

PA SSA DI NHO!

Que importa! Que importa! Que importa!


Ela me disse que gosta do homem bem passadinho, assim as amigas se remordem de inveja. 
Ela me disse que gosta do homem dela bem arrumadinho, 
                                                            bem aprumadinho. 

Essa historia eu conheco bem, 
                                            se chama TITA a dita cuja, dita a TITA.

Trabalha em algo de contabilidade, superou a pobreza e

VENCEU! VENCEU!

Acredita que para estudar, a gente tem que pagar.
Pagar bem pagadinho todo dia 5,                        PAGAR, PAGAR PAGAR.
Ela chama isso de liberdade, ela                          VENCEU VENCEU.


É minha madrinha de casamento, 
    eu mesma elegi, 
    nao tinha opcao, pensei que iria aprender algo, mas confesso que me dá asco.

ASCO
Madrinha de CASAMENTO

Gosta do Pinochet, digo para que ninguém esqueca, nao se pode esquecer algo assim,  

gosta da  DITABLANDA, 
gosta das calcas bem amarradas, fechada a FERRO.   

A TITA gosta,
Ela  daria o seu grande cu achatado para o General Pinochet, trepariam resfolegando o bucho:

PINOCHET: Gosta de tomar no cú? Eu nao tenho que pedir desculpa
TITA: Dale Mi General, dale!
PINOCHET: Toma, toma, os direitos humanos sao uma invencao dos Marxistas!
TITA: ahhhhh… ahhhhhhh…
PINOCHET: Toma, toma, aqui nao se move uma folha sem que eu saiba!

PATÉTICO,
Pinochet foi senador vitalicio, VITALICIO.

A presidente foi no velório quando morreu Pinochet, é um herói, a TITA que tem razao, para que
COMPLICAR.

Minha MADRINHA,
Repito e repito: MADRINHA
MADRINHA
MADRINHA
MADRINHA
A TITA MADRINHA, partidária de PINOCHET

O que me importa, O cabro turrao já morreu, mas ela continua defendendo a sua memória.

O que me importa?
O que me importa?

Sao seis longos meses, dizem que mais, 
sei que foram fracionados, 
a coisa em si nao se passou assim. 

Contam essa história, 
eu me animo a escutar, mas nao foi assim. 

Minha coxa se parece muito com a dela, impressionante. 
                                                              Voltou a MADRINHA,

De CASAMENTO.

Ela tem um homem, ela casaria com o Pinochet, mas ama o fanfarrao motorista, quer endireitar o moco, a primeira coisa que ela fez foi ajeitar o cabelo

conseguiu,
agora ele tem um corte militar a la Pinochet. 

Elas logram tudo, certo?

Tática TERRORISTA
instauram antes que a gente se de conta

Minha MADRINHA, moca DIREITA,
comportada,
respeitada porque venceu na vida.
Inveja?
Nem tanto, que goste do Pinochet,
tome seu chá com adocante,
diga que a sua vida é o seu homem,
nao me importo, nao importa nada.

Nao me IMPORTA nada,
NADA
MADRINHA

Eu quero promover um ATENTADO

2 comentários:

  1. Quero fazer teatro com isso, cinema, propaganda de carro, qualquer coisa.
    Qualquer coisa que posso dizer esse texto bem articulado, bem interpretado. Isso é de uma "Rodriguianice" sem fim menina.
    Teatral
    Madrinha, asco da madrinha do marido passadinho.
    Passadinho de tanto tédio, o coitado né.

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